terça-feira, 1 de abril de 2014

50 anos de ditadura

Portal "Vermelho" , do PC do B

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=239036&id_secao=1


31 DE MARÇO DE 2014 - 14H37 

50 Anos do Golpe Militar: As marcas da ditadura no Brasil


Há exatos 50 anos, em 31 de março de 1964, foi deposto o então presidente democraticamente eleito João Goulart (Jango) e teve início a série de eventos que culminaram no ‘Golpe Militar de 64’, responsável por instaurar a ditadura militar e lançar o país em um estado de exceção por 21 anos, com suspensão de direitos civis, desaparecimentos de militantes políticos, torturas e mortes. 
Por Sheila Fonseca*


Reprodução
Na passeata dos 100 mil, em 1968, estudantes e intelectuais protestaram contra o regime militar.
Na passeata dos 100 mil, em 1968, estudantes e intelectuais protestaram contra o regime militar.
O aniversário de 50 anos do golpe surge em meio a um panorama de consolidação do processo democrático através de eleições presidenciais, em um ano marcado ainda por uma grande agenda como a Copa do Mundo, que envolve crescimento no volume de investimentos além de mobilização de diversos setores da sociedade, e que certamente é pauta governamental durante o processo da corrida presidencial.



Contudo, após meio século, o período que ficou conhecido como os “anos de chumbo” ainda segue cercado de controvérsias, diversos pontos obscuros, histórias de torturas, assassinatos e mazelas sociais profundas que influem na sociedade brasileira dos dias atuais. Famílias de militantes ainda buscam desaparecidos e lutam para o reconhecimento dos crimes cometidos pelo governo militar durante o período.

O cineasta e militante político comunista, perseguido pela ditadura militar, João Batista de Andrade relembra a perseguição e ressalta o momento de efervescência cultural vivido pelo país antes do golpe “Eu vivia um dos momentos mais angustiantes de minha vida. Eu era estudante da Escola Politécnica de Engenharia da USP, matriculado no último ano (5º ano e acabei não me formando). Era líder estudantil e dirigente estudantil do chamado ‘Partidão’, o antigo PCB. Morava na Casa do Politécnico, no 7º andar, o andar mais politizado. Fazia parte de um grupo de cinema e ensaiava uma carreira de escritor, escrevendo contos no jornal estudantil. O Brasil vivia um momento incrivelmente rico, com grandes novidades culturais e um movimento social a cada dia mais presente na cidade de São Paulo, no campo, na juventude. Pois bem, aquele dia 30 de março de 1964, antevéspera do golpe, era o dia do medo de perder tudo, como de fato perdemos.”



Em solidariedade, vítimas da ditadura reúnem-se em eventos marcados por todo o país no intuito de não permitir que a história caia no esquecimento. A antropóloga, escritora e professora Alba Zaluar, também perseguida e exilada pelo governo militar participará de um evento em memória das vítimas da ditadura neste ano. “Vão se reunir dia 1º de abril de 2014 no CACO, Faculdade de Direito da UFRJ, todos os estudantes que em 1º de abril de 1964 estavam exatamente ali, para resistir ao golpe militar e que foram cercados pelo CCC que metralhava as janelas e portas do prédio histórico da Faculdade. Esses estudantes, entre os quais eu e meus amigos da FNFi nos encontrávamos, fomos salvos por um capitão do Exército - Ivan Cavalcanti Proença - que estava guardando o Arquivo Nacional das forças golpistas que invadiram a cidade vindas de Minas Gerais. Ele nos salvou da morte certa, mas o golpe já estava vencedor”, conta.

Alba relembra uma tragédia pessoal e afirma que o período ainda deixa marcas hoje “Pensei muito no meu pai enquanto assistia mais um documentário sobre os 50 anos do golpe porque ele apoiou o golpe, acreditando na democracia prometida e assistiu sofregamente todos os eventos que desmentiram cabalmente a promessa inicial. Depois de me acompanhar nos três ‘depoimentos’ que fui intimada a dar no IPM da FNfi e do DOPS, quando fui submetida a horas de interrogatório para acusar colegas, sofrendo tortura psicológica entremeada com chantagem emocional e oferta de emprego, meu pai também me salvou da prisão quando eu estava sendo interrogada por uns 8 policiais no DOPS. Ele era médico e atendia de graça seus ex-colegas da Escola Militar onde havia estudado no segundo grau. Fui embora do país em exílio. As cartas levavam semanas para chegar, os telefonemas eram marcados com antecedência e eu não podia voltar ao país, até porque dinheiro não havia. Logo depois do AI-5 meu pai se suicidou talvez por entender como tinha errado na sua avaliação. Quantos não entraram em depressão e morreram nas mesmas circunstâncias?”

Comissão Nacional da Verdade

Após a instauração pela presidente Dilma Rousseff da ‘Comissão de Verdade’ destinada a apurar os crimes cometidos no período da ditadura, em 2012, avançaram as investigações e deu-se início à abertura dos arquivos da ditadura militar. Neste mês, no último dia 25, ocorreu um dos depoimentos mais aguardados e polêmicos da Comissão, o do coronel reformado do Exército Paulo Magalhães. Em depoimento, o coronel afirmou ter sido o responsável pelo desaparecimento do deputado Marcelo Rubens Paiva. O coronel contou ainda em detalhes como o corpo dos presos era mutilado para que eles não fossem identificados.

Com as investigações da Comissão da Verdade foram obtidas a planta da casa e a indicação detalhada dos cômodos onde os presos políticos eram torturados, a identificação de quem chegou vivo, morreu ou continua desaparecido e os nomes de quem torturou. Era a Casa da Morte, em Petrópolis, ficava na Região Serrana do Rio e foi utilizada pelo Centro de Informações do Exército, de 1971 a 1978. O levantamento das informações foi possível com a colaboração de Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte. Com sequelas físicas, Inês tem dificuldade para falar. A sua irmã, Celina foi porta-voz. Com visível esforço, Inês conseguir dizer: “Venceu, venceu. Missão cumprida”.

Críticos do modelo adotado pela Comissão apontam que a falta de punição é uma lacuna que persiste. Para o filósofo, professor da UERJ, escritor e militante político Rodrigo Guéron, só haverá ruptura com a herança do Estado autoritário com a punição dos culpados pelos crimes cometidos pela ditadura militar “A possibilidade de ruptura verdadeira com as mazelas sociais herdadas pelo período da ditadura militar é a punição dos culpados pelos crimes da ditadura. Nesse momento a sociedade brasileira conseguirá romper com a lógica autoritária que persiste nos dias atuais na forma de corrupção e de abuso de poder. É absurdo, quase que ridículo pensar que um Estado que mata, que perseguiu, torturou, matou, não se coromperia, não roubaria. E a corrupção hoje se reflete como fruto dessa herança”, diz Rodrigo.

O historiador, escritor e professor da UERJ, Facha e PUC Rio, Oswaldo Munteal, aponta que a Comissão da Verdade brasileira, ao contrário de outros modelos adotados na América Latina, como Argentina e Chile, não tem a função punitiva, mas ressalta a importância do resgate histórico “Não acho que essa Comissão leve a uma punição. Na verdade, acho que não chega a isso pela forma como foi concebida, ao contrário de outros países da América Latina. A nossa Comissão Nacional da Verdade tem a virtude de trazer um resgate histórico. A função é a preservação da memória e o Brasil não tem essa tradição, de valorização da sua história. E a partir desse reconhecimento histórico, vamos ingressar em um novo processo, de ruptura com esse passado autoritário que se reflete hoje. Para além do Estado autoritário opressor que ainda vemos resquícios nos dias de hoje, por uma falta de resgate histórico, vemos algo ainda pior, uma sociedade autoritária na sua construção, em que cada indivíduo expressa essa herança autoritária no seu comportamento em sociedade. Criamos um país de muitos Castelos Brancos. Para romper com isso eu acho que essa Comissão é muito importante.”, reflete.

O cineasta e militante político Marcelo Laffitte, curador da Mostra ‘Faróis do Cinema’, que este ano tem como tema cinema político, também lembra a importância da Comissão e da reunião de todos os registros históricos possíveis sobre o período. Marcelo ressalta a importância da arte para a reconstrução desse mosaico histórico. “Acho que estamos em buscas de explicações e esclarecimentos, principalmente os documentaristas. Cidadão Boilesen, O Dia Que Durou 21 Anos Diário de Uma Busca são ótimos exemplos. Contudo, infelizmente, esses filmes foram vistos por uma parcela muito pequena dos pagantes de ingresso, que por sua vez são um percentual muito baixo da população. Ou seja, não houve eficácia política, cultural e social. Os cineastas engajados fizeram a sua parte, mas foram muito censurados, principalmente aqueles que buscavam discutir o momento político atual, como André Faria em Prata Palomares, ou João Batista de Andrade em Wilsinho Galiléia. Mas isto não impediu que alguns filmes lançassem centelhas, como Bye Bye Brasil de Cacá Diegues.”

Para Marcelo Laffitte, a militância e a arte andam juntas na construção de um Estado Democrático “Fui assinante da Ata de Fundação do PT. Afastei-me do PT e me filei ao PCdoB em 1991, partido no qual fui eleito o primeiro secretário-geral do núcleo de Volta Redonda, mais tarde afastei-me da política partidária. Contudo, a militância persistiu em paralelo e recentemente fui membro do Conselho Consultivo do Ministério da Cultura no mandato de Gilberto Gil. Nesse tempo arte e militância sempre estiveram interligados. Em minha opinião, a arte pode e deve debater o passado, porém o mais importante é apontar caminhos para uma sociedade mais justa.”, reflete.

O recrudescimento do autoritarismo


Recentemente, discursos autoritários como o do deputado federal Jair Bolsonaro (PP) e do também deputado federal Marco Feliciano (PSC), que chegou a presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara em 2013, têm ganhado mais expressão e adeptos, surpreendentemente entre as faixas etárias mais jovens. Com a aproximação do aniversário do golpe, além da anual comemoração do Clube Militar, a sociedade assistiu a uma intensificação de movimentos e discursos autoritários, culminando na tentativa de reedição no último dia 22 da “Marcha da Família com Deus”, que em 1964 precedeu o Golpe.

O jornalista Luiz Fernando Emediado, sócio da Geração Editorial e autor do livro "Não passarás o Jordão – Tortura e morte na ditadura militar", esse é um sintoma social antigo, fruto da exclusão. “Esse discurso fascista, ao contrário do que aconteceu em 1964, quando mobilizou a maior parte da classe média desinformada, hoje se expressa por meio de uma minoria, sem qualquer base mais larga e sem possibilidade de dar apoio a um golpe. O jovem que se junta a esses dinossauros é herdeiro daquela geração de pessoas que a ditadura deixou sem educação para a cidadania e sem oportunidades para crescer, tanto econômica quanto intelectualmente. A verdadeira herança maldita é esta, a herança da ditadura e do autoritarismo. Agora, existe sim uma enorme maioria não de fascistas e saudosistas, mas de pessoas conservadoras, jovens ou não, que não se importam com a tortura de presos comuns, defendem a pena de morte, não se emocionam com linchamentos e consideram que bandidos devem ser mesmo mortos ou mantidos em prisões desumanas, onde não têm nenhuma condição de se recuperarem”, comenta Emediato, que também é produtor, autor e personagem do filme “O outro lado do paraíso”, que acaba de ser concluído e aborda o tema. “O filme é dirigido por Andre Ristum e trata dos sonhos e da luta de um brasileiro anônimo, meu pai Antonio, que nos levou para Brasilia em 1963 com o sonho de enriquecer com as reformas do governo de João Goulart e acabou preso e falido. Nunca mais se levantou.” O filme estreia no segundo semestre deste ano.

Paralelamente à onda de saudosismo autoritário no Brasil, ocorrem processos parecidos na vizinha Venezuela, Europa e Ucrânia, que recentemente teve seu presidente deposto e hoje é comandada por uma ditadura de extrema direita.

O cineasta João Batista de Andrade salienta que o fortalecimento da democracia é importante. “Quando o sistema democrático parece não funcionar, a fragilidade da memória humana se revela. Um passado imaginário, desejado como melhor, substitui o presente. Uma ilusão costumeira, perigosa. A democracia está mesmo em crise em todo o mundo. Está estiolada, dominada pelos monopólios e os políticos parecem cristalizações da má-consciência da sociedade, e não sua vanguarda. É preciso ampliar a democracia, ampliar a participação popular e não destruí-la. No entanto, não vejo risco iminente de ruptura. Vejo um embate feroz, eventualmente com momentos mais tensos e perigosos.”

Na opinião de Rodrigo Guéron, a consolidação de políticas públicas de empoderamento das classes populares é importante para a diminuição de resquícios autoritários. “Políticas de redução da exclusão e de empoderamento das classes populares como as que foram adotadas no governo Lula, por exemplo, são fundamentais para a diminuição desses resquícios ditatoriais porque têm ação efetiva de redistribuição de renda e reorganização das camadas sociais. Esse é o melhor caminho”.

*Sheila Fonseca é Jornalista.

domingo, 30 de março de 2014

Difícil digressão: a revolução dos intelectuais do cinema

A REVOLUÇÃO DOS INTELECTUAIS DO CINEMA

Desde minha formação como cineasta cultivo um certo distanciamento com relação ao que passou a ser conhecido como "o" Novo Cinema Latino-Americano, a partir dos anos 60, mas principalmente a partir dos anos 1970.
Eu me entreguei ao cinema ao mesmo tempo em que me entreguei também à ação política, como militante desde os anos 1962. Isso me levou a ver o cinema não como "a" ação política, mas como um meio de expressar minha inquietação diante das injustiças e das dificuldades do mundo.
A ação política transformadora deveria vir da sociedade, dos movimentos sociais.
Os filmes, mesmo sem qualquer carga doutrinária ( fugi disso com todas as forças), ajudaria a inquietar, a documentar, a denunciar.
Assim foi minha carreira, assim fui para a TV, sem qualquer ilusão ilusão de estar dirigindo uma revolução com meus filmes. Mas com a certeza de que estava ajudando, alimentando o espírito crítico da sociedade e dos próprios movimentos sociais. Era assim, com essa consciência que fiz as reportagens especiais no programa "Hora da Notícia" (TV Cultura 1972-74, com Vlado e Fernando Jordão). Assim filmei, antes, meu "Liberdade de Imprensa" (1967) e depois construí minha filmografia com muitos filmes de ficção e muitos documentários de longa, média e curtas metragens durante todo o período da ditadura militar e depois.
Mas, envolvendo os mais talentosos cineastas latino-americanos, criou-se uma aura de uma certa poesia dirigente, a visão poética e trágica de uma América Latina em transe, uma visão de gênios que construíam uma visão poética coletiva sobre nossa terra. Uma visão dirigente.
Isso envolveu e envolve cineastas que admiro profundamente.
Mas me incomoda essa aura, esse encantamento por nosotros mismos.
Um encantamento que exclui filmes menos poéticos, portanto menos "revolucionarios". E excluiu cineastas importantes, menos preocupados com essa "poética revolucionária". Como, por exemplo, entre nós, o Roberto Santos, o Person. E também bons cineastas sem preocupação política, mas que a seu modo revelavam os dramas da vida real em nossos países.
Me incomoda essa visão elitista, intelectual, que se basta a si própria. E que parece dizer que o povo latino-americano deve se organizar e realizar nossos sonhos, com o grave risco de nos vermos defendendo ditaduras impostas para que nossos sonhos se realizem.

É MUITO DIFÍCIL.
ANTES DE CRIAR QUALQUER MAL ENTENDIDO, PARO POR AQUI.
VOU RETORNAR.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Ódio e desrespeito na sociedade brasileira atual


FB dia 28Março2014

Espantosa essa pesquisa em que quase metade dos homens afirma seu machismo justificando ataques às mulheres: “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas''. 
A sociedade brasileira vem cultuando essa ideia de que a vítima é a culpada. Índios, negros, gordos, moradores de rua, pobres, homossexuais, mulheres,jovens, adversários políticos.
Um péssimo e perigoso caminho.

a SOCIEDADE BRASILEIRA ESTÁ TOMADA POR UMA GRANDE IMPACIÊNCIA, HÁ UM DESCRÉDITO GERAL SOBRE OS VALORES DO "OUTRO", DE SUA CAPACIDADE DE EXISTIR, DE SEU LUGAR NO MUNDO. ESSA IMPACIÊNCIA VAI DESCAMBANDO PARA UMA INTOLERÂNCIA QUE SE JUSTIFICA A SI MESMA PELA INCAPACIDADE DE TODOS DE RESOLVEREM OS PROBLEMAS AGUDOS QUE ATINGEM A HUMANIDADE NESSE TERCEIRO MILÊNIO.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Volta ao Cinema: Carlos Gomes

FB 24Mar2014

Uma volta ao cinema?
Fui convidado para dirigir um longa e uma série sobre CARLOS GOMES.
O projeto, "Bravo!", devidamente registrado, já está em andamento, produção da Ariane Porto (Tao Produções).
Roteiro pronto, leis de incentivo aprovadas e já captando.
O projeto já foi premiado pela Ancine, no edital de desenvolvimento de projetos em co-produção com a Itália. Ariane foi para a Itália e estabeleceu muitos contatos, inclusive um co-produtor.
É coisa séria.
A história de Carlos Gomes, que os brasileiros de hoje não conhecem, é de arrepiar. Mulato, incentivado por D Pedro II foi para a Itália estudar ópera. Com seu talento, tornou-se um verdadeiro ídolo na Itália, - considerado um renovador da ópera.
O elenco também já está sendo apontado, excelentes nomes.
E muitos parceiros de reconhecido talento.
Enfim, o cinema me chama para 2015.

terça-feira, 11 de março de 2014

Gravação Memória da Globo

FB em 11Mar14

Três horas ontem gravando depoimento para o projeto de memória da Globo, entrevistado por duas jornalistas. Uma revisão de minha vida e carreira como cineasta. E, claro, uma revisão mais detalhada sobre meu trabalho ali, como criador do Setor de Reportagens Especiais da Globo-Sp (1974), levado pelo meu imenso amigo Fernando Pacheco Jordão. Fiquei ali até 1978. Premiado em Gramado com "Doramundo" (melhor filme, melhor diretor\1978) resolvi voltar ao cinema de longametragem e me demiti. Continuei com a Globo realizando filmes como produtor independente ainda por uns 4 anos. Destaque no depoimento para dois filmes emblemáticos do Globo Repórter: CASO NORTE (1977 considerado pela crítica e a própria Globo como o Melhor programa jornalístico do ano) e WILSINHO GALILÉIA (1978, longa que passaria dividido em dois programas do G.Repórter mas que foi proibido pela ditadura, isso mesmo, o próprio Palácio do Planalto!  - o filme só foi exibido publicamente 24 anos depois na Mostra de meus filmes no CCBB-SP em 2002, surpreendendo a própria crítica  que passou a considerá-lo um dos melhores documentários do cinema brasileiro)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Cont Racismo

Facebook 03Mar14

  • João Batista de Andrade Para mim basta. Tudo está bem claro. Falar de Joaquim Barbosa é entrar numa tremenda dividida. É assim que estamos. Uma divisão à flor da pele, vivemos cercados de inimigos. Quem diria, Brasil!
  • Tuna Espinheira É SURREALISMO, ALÉM DA CONTA, CONSIDERAR CORRUPTOS COMO HEROIS... SÃO OS TETÁCULOS DO BOLIVARISMO TACANHO...
  • Bira Huffel Uma certa parte dos brasileiros não acredita nesta justiça viciada q sempre julgou e puniu o lado mais fraco...não venham me dizer q o Dirceu, Delubio e Jenuíno não pertencem ao proletariado..é isso q está gerando controvérsias e expectativa ...será q aqueles q pertencem ao clube, q passam nas festas, nas reuniões no Club Social, serão julgados, punidos e massacrados pela mídia com o mesmo rigor?
  • Bira Huffel Isso q nós q somos acusados de Bolivarianos combatemos...os pobres desse país precisam q alguém faça alguma coisa por eles...
  • Rubens Kignel absurda essa nossa cultura social desse jeito!
  • Ines H Deandrade Arlindo, não misture racismo com convicções políticas.
  • João Baptista Pimentel Neto Xará...primeiro devo lhe lembrar aquele famoso ditado....quem procura acha, né...segundo, e sobre as "boas maneiras" do referido cidadão, nada a declarar...pergunto...terceiro, o que acho mais estranho (pero no mucho) é a posição da Oiá...digo, Veja, não achas também...finalmente, não dá (pelo menos não para mim) para taxar como racismo toda e qualquer critica feita ao circunstancial presidente da Corte, até porque, cá entre nós de bobo ele nada tem...abraços fraternos
  • João Batista de Andrade Há sim uma cegueira, xará. Transformar a vítima ( seja lá quem for e o que tiver feito) em culpado é a moda brasileira: como o estuprador quando diz que a estuprada o "provocava". Populares lincham o rapaz, ele "provocava" essa ira, era ladrão. Assim por diante. Tanta teoria, gente que se declara anti-racista mas justifica o racismo! - no fundo transferem para suas análises suas ojerizas à vítima, incapazes de condenar, de fato, o racismo praticado. Voltam-se com seu ódio não para o criminoso, mas para a vítima! Crime é crime, não importa o que teria feito a vítima!!!!!!!!!!!!!!!!- não se pode conciliar com o crime!- ainda mais o racismo!!! Sinceramente estou chocado com a facilidade com que tantos amigos se entregam a esse perigoso ódio que os cegam.
    há 14 horas · Curtir · 1
  • João Baptista Pimentel Neto Pois é Xará, sabes perfeitamente que não pertenço a este grupo...aliás, concordo em grande parte com suas ponderações. Agora, que cá entre nós, a falta de educação, de postura e petulância do Ministro, me desculpe, mas tornou-se pública e notória. Assisti praticamente toda a sessão de julgamento dos tais embargos infringentes, e a atuação daquele que deveria serenamente presidir a mais alta Corte do país foi lamentável (quase inacreditável). Alguém precisa urgentemente informá-lo de que discordar faz parte da Democracia...
  • João Batista de Andrade Não é esse o problema, Xará. O problema aqui colocado é o odioso gesto de racismo, SEJA LÁ CONTRA QUEM FOR.
    há 14 horas · Curtir · 1
  • Vanya Sant'Anna João, partilho de sua indignação quanto às manifestações racista às quais tenho absoluta intolerância atinja a quem atinjir. Agora, o personagem em pauta é extremamente arrogante, grosseiro, impaciente, desrespeitoso para com seus pares. Principalmente...Ver mais
  • Nic Nilson cara... é cruel saber q um STF foi comprado... e foi... nao tem essa de ficar em cima do muro... mas fazer o q estao fazendo com o senhor Joaquim Barbosa... ta certo q ele nao era nennhum salvador da patria... nem é ele o nome p salvar o Brasil... mas a gentalha q faz isso com ele, faz com qqer um...
  • Luciano Santiago Lima De alguém que TEM muito a acrescentar nessa discussão:http://www.brasil247.com/.../Leonardo-Boff-Barbosa-n%C3...
    www.brasil247.com
    Pensador diz que, da estátua que representa a Justiça, Joaquim Barbosa ficou sem...Ver mais

    • João Batista de Andrade Estão quase todos interessados em julgar o JB, mas eu iniciei essa discussão condenando o racismo nesse julgamento. No caso um ódio temperado com o pior racismo explícito, a frase sobre a imagem do menino JB. Ninguém jamais me viu badalando o JB, tal como não me viu tb denegrindo os petistas julgados. Eu fiquei indignado pela legitimação da forma odiosa e racista de criticar o JB. Não me parece que a maioria esteve preocupada com isso. Por isso repeti minha visão de que não se pode conciliar com o ódio e o racismo, não interessa contra quem e que pecados cometeu (ou não). Eu esperava, de todos, uma condenação clara contra o perigo da conjugação ódio-racismo como arma política. Isso não veio. Pode ser que eu esteja errado, mas não é o que eu acho. Acho que estou certo, mesmo que me sinta isolado. Esse perigo vai ditando os contornos das disputas políticas no Brasil.