domingo, 8 de março de 2015

Wilsinho

Mensagem pelo FB da Ariela Goldman
08/Mar\15

há 7 minutos
Oi João, a gente não se conhece pessoalmente mas somos amigos (definição precária quando se trata de Facebook) aqui. Te escrevo porque estou fazendo uma pós em documentário na GV e neste sábado assistimos o seu "Wilsinho Galiléia". Queria te agradecer por ter feito um filme tão brilhante e tão fundamental em tantos sentidos. Me sinto privilegiada de poder tê-lo assistido e devo te dizer que ele ainda reverbera dentro de mim. beijo carinhoso e, mais uma vez, obrigada!

Palavras

FB 08Mar2015

Palavras

Antes de subir ao palco já aviso
Poeta não sou
Destilo palavras como num desafio
Procurando capturar algum instante
Com minha rede de cristais e prantos
É isso que sempre faço aqui, de improviso

Pensasse de forma diferente
Como quem trabalha a pedra
Destilaria canaviais inteiros
Feito moenda em busca de seu ser
E gota por gota transformaria em letras
Para que a vida encontrasse algum sentido

Pensasse melhor ainda
Pediria aos amigos algumas palavras
De nosso desentendimento e ódios
E palavra por palavra assim tecidas
Transformaria em pedras que mastigaria
Como puro veneno, infantil desejo de castigo

Sem pensar, talvez, quem sabe
Possam fugir de mim os gritos
Que vem da vida, ruas, campos, países
E desconfiam sempre de qualquer alegria.
Subo então ao palco, saúdo meus amigos
Eu diria, o silêncio agora é a maior poesia
Mas não, pedem-me que eu recite
Algo que dê força, que acalme a fera
E alimente a  alma de certezas.

JBA

"Meu desejo agora é o silêncio, minha utopia. E nessa mansa lavoura de arroz e milho, como meu pai faria, chamar o mundo para colher o que deixassem os passarinhos. Sei que o dia e as ruas me chamam para a vida e não serei nem nunca fui ausente". (jba)

quarta-feira, 4 de março de 2015

Noticias manipuladas

FB  03Mar15


A facilidade com que são postadas coisas como "_pesquisas revelam", " a ciência comprova" , " alguem denuncia que", " esta provado que ", afirmações sem qualquer base, sem checar origem, sem checar veracidade, sem cuidado em fazer circular mentiras, acusações falsas. Eu me surpreendo vendo pessoas que admiro compartilhando esse tipo de mensagens sem se importar com o mal que as mensagens e seu gesto podem causar a pessoas, instituições, etc. Tudo isso cria um ambiente de vale tudo e, ao mesmo tempo, a descrença geral de que as verdades surgirão. Os desavisados que fazem isso muitas vezes se colocam, conscientemente ou não, a serviço de patrulhas e facções dedicadas a denegrir adversários. E se beneficiarem dessa insensatez.
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terça-feira, 3 de março de 2015

Poema TER,VIVER

FB 03Mar15

Ter, viver
Tenho- te comigo, criança
As mãos pequenas entre as minhas
E os passos que apresso 
No caminho tortuoso de minha vida
Sei que não me abandonaste
Pois és o que sempre fui
Os sonhos sempre à frente
De meus pequenos passos de menino.
Tenho-te comigo, sonhador
E se os sonhos quase sempre sangram
A ilusão é nossa eterna morada.
Tenho-te comigo, até o fim
(JBA)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Real e Imaginário

Facebook
Madrugada de 28Fev2015


Isso aqui está mais para hospício.
Todo mundo fala e ninguém se entende.
A base do diálogo se descolou da vida e enrolou o rabo numa fantasia babeliana.
E cada um tem suas fantasias próprias, fetiches da falta de saída. Lembra meu filme RUA SEIS SEM NUMERO de 2002, antecipatório. Drama estranho que se passa justamente na passagem para uma cultura predominantemente informatizada, em 2002. Não por acaso o filme se inicia com emblemáticas imagens de máquinas de escrever sendo destruídas. O personagem central, Solano (Marco Ricca), insiste em usar sua maquina de escrever. Perde o emprego. Descontente com a vida, tenta reinventar sua própria vida, sua história. Acaba mergulhado no caos de sua imaginação descolada do real. Pessoas reais se transformam em personagens dessa vida inventada que ele mesmo ja não compreende. E assim, tentando escapar do mundo tecnologicamente virtual, acaba vivendo a representação das consequências dessa passagem para o mundo da irrealidade que substitui a vida cotidiana e real. Eu me identifico muito com esse personagem que frequenta minha vida e minhas dificuldades. O espanto e as armadilhas da imaginação descolada do real, como um abismo (abismo, aliás, que é tema de romance ainda inédito que escrevi em 2014).
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